quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Diferença e identidade





 O cristianismo contemporâneos está perdendo cada vez mais sua identidade. Para muitos, fazer a diferença não é mais possível, para outros isso é tolice, ainda outros acham que isso é legalismo. E por isso mesmo abarcam uma abordagem doutrinaria completamente liberal de assuntos vitais de identidade. O cristão deve ser diferente do mundo, não apenas interiormente, mas exteriormente. Antigamente se argumentava muito usando Malaquias 3:18, mas hoje? Se esqueceram do versículo, ou simplesmente omitem dos sermões doutrinários ou dominicais. Percebam! A diferença se foi, e cada vez menor é o numero daqueles que querem viver oposto ao estilo mundano, e estão diluindo sua identidade cristã, amalgamando-a com o mundo, e isso é bem lógico, porque um cristianismo sem identidade própria, vai se adaptar aos moldes do mundo, e tornar-se amigo dele. Assim a dona razão, deusa dos racionalistas, é adotada amplamente por muitos crentes modernos, para dar argumentos e falácias ao novo estilo de vida cristão, bem parecido com o mundo. A igreja que perde a sua identidade, e se associa com esse sistema decadente, com certeza, também perecerá com ele. A bíblia diz”Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo ?( ) é claro que não! O mundo tem uma oposição radical ao estilo de vida do cristianismo bíblico, e somos chamados a não se conformar com seus estilos decadentes(Romanos 12:1 e 2) porém vimos que cada vez a doutrina da identidade está sendo negligenciada, rotulada de legalista, antiquada e retrógrada. O diabo conseguiu enganar com a sua fúria, resta-lhe pouco tempo!
 Identidade faz a diferença. Numa identidade espiritual, o sagrado e o profano devem ser distintos. E sempre haverá uma decadência para que o sagrado torne-se profano. O profano por si mesmo nunca se tornará santificado. Não existe por exemplo um adultério santo, mas no entanto, há ortodoxia que se inclina para a apostasia, para outro evangelho. A igreja de Galacia e mais acentuada ainda é a igreja de Laodicéia em Apocalipse 3.
 Há muitas passagens nas escrituras que orientam o cristão a ter identidade, a ser diferente, não somente por causa de fé, mas por causa de sua posição em Cristo.
 Antigamente, era muito usado a ilustração da metamorfose da lagarta em borboleta para explicar o Novo nascimento. A larva, incubada dentro de um casulo se transforma em uma linda borboleta que então tem o jardim como seu mundo. Deixa de ser um inseto estranho, para ser uma borboleta colorida. Pois bem, no centro, a essência dessa ilustração, sempre foi usada para ajudar a decifrar textos maravilhosos das escrituras como II Corintios 5:17. mas como podemos verificar, numa observação mais acurada, é que a borboleta ganha a identidade pela sua aparência. Ela é borboleta, porque é diferente da lagarta, a borboleta voa, é colorida, pousa sobre as flores, e é encontrada sempre onde elas desabrocham.
Até bem pouco tempo, não se discutia entre cristãos, que eles tinham identidade própria e que jamais deveriam se vestir ou usar estilos mundanos. Mas os tempos mudaram. Uma geração nova surgiu, geração que ama as experiências extáticas, e odeia a santidade. Os cultos se transformaram em shows, divertimento entretenimento. O prazer imediatista cativou muitos a vivenciarem um cultura hedonista e quando mais radical até mesmo narcisista, e ainda hoje, voltando de um sepultamento, ouvi um Pastor bradar “Não somos nada”. É correto a sua postura diante do corpo que se desintegra na sepultura, mas ao mesmo tempo o que mais me intriga é: Se não somos nada, então porque se alimenta tanto a vaidade humana? Porque então os membros da maioria das igrejas está alimentando a deusa vaidade de forma implícita e explicita, e os senhores da tenda, os lideres, argumentam que Deus só quer o coração?
 Identidade nos faz lembrar que o mundo deve observar que eles são diferentes de nós. E o modo de estilo de vida de um cristão autentico deve denunciar o modo de vida pecaminoso dos incrédulos! Identidade é um principio, um principio observável! Quando Adão e Eva pecaram, eles se esconderam, se envergonharam porque estavam nus, cozeram folhas de figueira e cobriram suas partes genitais e depois foram para trás do arbusto, porque ficaram atemorizados e envergonhados em se apresentarem diante de DEUS, da maneira como estavam vestidos. DEUS de fato reprovou aquele estilo decadente, e cobriu-os de forma decente. Aqui está a essência da aparência, é de fato de suma importância como identidade. A nudez denunciou por si mesmo que a condição deles era de desobediência, de pecado e de rebelião direta com o Criador. Nossa identidade é o nosso rotulo. Tudo ou pelo menos quase tudo nesse mundo, tem identidade. Os rótulos nas mercadorias revelam a qualidade e a procedência do produto. Assim também a nossa identidade, roupas por exemplo revelam a nossa identidade, e para saber se fato, onde podemos identificar nosso estilo, a qualidade de nosso vestuário, basta ir na bíblia, para fazer uma avaliação das vestes dos homens e mulheres santos, o estilo denuncia ou ilumina, mostra a procedência. É fácil saber a procedência por exemplo das calças femininas. Como elas começaram? Onde e quem começou a usa-las? Faça a pesquisa por si mesmo. O rotulo é uma identidade exterior que denuncia de onde o produto vem.
 Se não temos identidade, então somos anônimos ou mesclados. Sabemos que um mendigo não usa terno e gravata, roupas de estilo e perfume frances, também conhecemos um soldado da policia militar, pela sua farda. A identidade nos dá a distinção, daquele que não são. Se tantas coisas são atribuídas a um cristão que teve uma autentica experiência espiritual, ou novo nascimento, então porque eles não são diferentes dos incrédulos? Porque não são diferentes das pessoas mundanas? Veja bem, que Jesus usou o princípio da aparência exterior para identificar os seus escolhidos, ele disse que se conhece a arvore, não pela sua raiz, não pela sua seiva, não pela sua madeira, mas pelos seus FRUTOS. A parte exterior e não a parte interior da arvore, foi o exemplo que o Senhor usou para a identificação  de um verdadeiro cristão. Infelizmente poucos percebem isso! Ou fingem não perceber...
As defesas de uma identidade, não param por aqui. Temos muitas orientações nas escrituras sobre o tema.  Quase que praticamente todos os princípios espirituais de identidade que encontramos no Antigo Testamento, como por exemplo Levitico 10:10 e 11: 47 se encontram também no Novo Testamento. (I Pedro 1:15 etc)
 Há certos tipos nas escrituras, que são modelos de identidade do cristão, por exemplo: a ovelha. Bem, a ovelha é diferente dos outros animais. Ela é coberta de lã. Não conhecemos a ovelha somente por sua docilidade, não! Conhecemos porque ela tem os aspectos exteriores necessários para uma identificação. A identidade de um verdadeiro cristão é um equilíbrio do que ele é por dentro e por fora. É lógico que Cristo lutou contra as aparências, mas como já disse, quando há o equilíbrio, então o cristianismo se torna bíblico. Um cristão deve prezar por sua exterioridade, assim como também, da mesma forma, o seu interior. Ambos devem ser tratados com o mesmo cuidado, não negligenciar nenhum dos dois. Havia na vida de Eliseu uma forma exteriorizada, que o fazia ser diferente dos demais. Isso era perceptível para quem olhava para ele. Havia algo que fazia transparecer sua santidade. Por esse motivo, quem observava a Eliseu, via nele algo que o fazia ser diferente.  Não importa onde ele estivesse, mesmo em meio a multidão. Quem o visse, notaria que ele era diferente, porque o seu exterior refletia na conduta e nas vestes, a santidade que estava no seu interior. Hoje, quem é quem na multidão? Só há uma maneira de reconhecer a maioria das pessoas que se professam cristã: quando elas estão na igreja! Fora do santuário, são tão seculares quanto é qualquer mundano. Agem de tal forma, que não se pode identificar nem mesmo pela conduta. Hoje vimos tantas pessoas que se dizem cristãs, completamente amaziadas com o mundo, são inimigas de Deus, não importa se confessam a Ele, se são amigas do mundanismo, se seguem o curso desse mundo, se adotam o estilo de vida deles, então são inimigos de Deus, como determina Tiago 4:4.


“ Toda a sociedade é inspirada e energizada por Satanás. Assim como os anjos santos são guardiões do povo de Deus, os poderes demoníacos são ativos nos acontecimentos no reino do mal” (William MacDonald)


CLAVIO JUVENAL JACINTO

0 comentários:

Postar um comentário