sábado, 12 de novembro de 2011

O EVANGELHO SEM A ENFASE NA CRUZ





A experiência da cruz só será real para aqueles que desejam morrer por intermédio da disciplina que ela exige

 Não é muito comum hoje falar sobre cruz. Isso parece muito irônico, mas embora o cristianismo seja tão conhecido no ocidente, a doutrina da cruz não tem sido pregada, e nem mesmo é realçada nos sermões modernos. A cruz é uma doutrina que espanta o ego humano, e talvez não torne muito popular nem a pregação e muito menos o pregador, por isso ela tem sido abolida dos fundamentos da fé cristã.
 Porque isso está acontecendo? Geralmente as técnicas usadas para arrebanhar seguidores para o cristianismo não tem sido os mesmos métodos usados por Cristo. Jesus chamava as pessoas ao arrependimento, e para convidar pessoas a se arrependerem, é preciso que elas estejam conscientes que são pecadoras. Se são pecadoras, precisam acertar suas contas com Deus, e isso não pode ser feito pelo próprio homem pecador. O que resta, senão a obra da cruz. Mas a redenção por si só já é um insulto ao ego humano. A tendência de criar uma religião para satisfazer o ego é tentadora, e muitos se inclinam a esse tipo de coisa. A religião humana, egocêntrica, dispensa a cruz, não gosta da cruz, não quer a cruz.
 Devemos entender que o convite de Jesus, não é o mesmo convite da maior parte dos pregadores modernos, alguns convidam as almas para se achegarem ao cristianismo com o convite atrativo de não sofrerem mais, no entanto Jesus disse: “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” (Mt 10:38). Você vê essa mensagem hoje em dia? A cruz não nos leva para um paraíso imediato, ela nos leva para a mortificação, para a vergonha, para a vida no espírito.
 Agora vejamos outro aspecto da mensagem da cruz que é um confronto para o ego humano: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6:14)
 Isso soa como algo contario a tudo o que conhecemos hoje como cristianismo popular. O cristianimso popular sem cruz, fabrica artistas, mega-estrelas pop, pregadores se trnaformam em objetos de idolatria, cantores também. O ministério passa a ser o vinculo do profissionalismo marcado pelo lucro, dos altos salários e acendendo a cobiça pela acensão ministerial. Tudo isso é uma afronta as palavras de Paulo, seria melhor classificar. Recentemente fiquei sabendo de uma cantora gospel, dona de gravadora, que cobra somas altíssimas para apresentar seus shows, alem disso também era também deputada federal, seu casamento se arruinou, além de milhões de distancia do padrão de uma esposa segundo o modelo bíblico. (ela não tinha tempo suficiente para um relacionamento sadio com o marido, segundo alguns noticiários) esse é o modelo do cristianismo atual. Usar a religião para construir impérios e subir na carreira política ter um status a mais, ganhar mais e viver de modo regalado, muito distante de tudo o que o Senhor ensinou nas escrituras. Aqui está um exemplo de um cristianismo sem cruz. Preciso dizer mais alguma coisa?
 Vivemos um momento de grande confusão, a cruz atrai a um centro, a uma pessoa: a Cristo, cruficicado e ressuscitado. A cruz significa morte aos prazeres mundano, significa morte ao próprio mundo. A cruz direciona o cristão para o céu, eleva a nossa pátria para um mundo superior, não desse mundo. Jesus fala sobre a realidade desse mundo em João 14, afirma que vai preparar um lugar e então virá nos buscar. Que impacto isso tem na vida das pessoas hoje? Será que os cristãos modernos anseiam por esse lugar? Eu duvido muito que lideres cristãos que vivem a custa do rebanho, exercendo cargos cujos salários, ultrapassam aquilo que podemos classificar de exorbitante, vivendo no luxo, na comodidade no conforto e desfrutando assim de muitos prazeres mundanos, tenham vontade de morar no céu, ou clamam ansiosamente pela vinda de Jesus. Muitos estão agarrados aos seus impérios, o cristianismo dessa gente é extremamente materialista, essa é uma das piores manchas que o cristianismo autentico tem que suportar por causa desse pseudo-cristianismo de fachada que tem muita parencia de piedade, mas nega a sua eficácia.
 De fato existem as exceções. Eu conheço pessoalmente um pastor evangélico que é feliz por ser pobre, ele realmente é pobre, literalmente, não tem um carro, nem mesmo uma motocicleta. Vive o evangelho, prega o evangelho, é um homem de Deus. Aliás conheço outros que são assim. Pessoas simples, que estão ali no mio do povo sofrendo com o povo. O evangelho sem cruz é um evangelho de ilusão. A cruz nos ensina o valor das coisas como elas são. Não menos que isso.
 Já o modernismo do cristianismo sem cruz dispensa a cruz, ela não é boa, não dá reputação, sua mensagem não atrai os materialistas, a cruz não dispõe de vantagens para o egoísta. Não tem proposta para os orgulhosos. Na cruz as riquezas desse mundo, podem se transformar em lixo, e as vantagens mundanas em escória. “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,” (Fp 3:8)
 Quem hoje nesse cristianismo de vantagens tem considerações a altura da confissão do apostolo Paulo em Filipenses 3:8?
 Você conhece alguém? Nessa cristandade confusa, soa as palavras tristes de Paulo: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3:18) cristãos que confessam a Cristo e são inimigos da cruz dEle? Que paradoxo! Mas é verdade, muitos dizem amá-lo com a boca para logo em seguida negá-lo com atitudes.
 Eu sei o quanto mensagens como essa são impopulares hoje em dia. Tenho escrito estudos sobre assuntos como esses, isso não dá fama, não leva ao êxito. A maior parte dos cristãos não estão interessados em assuntos espirituais autênticos. Estão sim interessados com a política, com os reinos desse mundo, estão preocupados com dízimos, com o conforto, com riquezas, com vantagens pessoais, com misticismo e êxtases. É triste afirmar, mas desde que o cristão moderno possa sentir uma êxtase emocional, tudo mais vai bem. Não importa nem mesmo a obediência. Se em questão doutrinaria, alguém experimenta um êxtase emocional, mesmo andando fora dos padrões divinos, isso é interpretado como uma aprovação divina. Eis aqui um campo abismo, onde muitos estão caindo.
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1:18)
 veja bem as palavras de Paulo. A palavra da cruz é loucura para os que perecem...
isso por si só já denuncia a condição espiritual de muitos cristãos professos.


CJJ

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DUAS CLASSES DE PASTORES




Havia na época do Novo testamento dois tipos de pastores, os donos de ovelhas e os assalariados. Havia uma diferença muito grande no tratamento das ovelhas nessas duas classes de pastores. Quando um proprietário tinha muitas ovelhas, era comum, contratar empregados para cuidarem das ovelhas.  Acontece que em raras exceções, o pastor assalariado, não tinha tanto amor e tanto compromisso como o dono das ovelhas. O proprietário era corajoso, se sacrificava, cuidava muito bem, tratava muito bem as ovelhas. Mas os assalariados geralmente eram pouco cuidadosos, não arriscavam suas vidas por elas, com freqüência também roubavam as ovelhas, principalmente as crias.  Também levavam o leite e vendiam. Jesus fala muito bem dessas duas classes de pastores quando faz um referencia sobre o pastor legitimo e o pastor mercenário em João 10:12 a 14.
 Também podemos muito bem perceber o legitimo vocacionado, e o mercenário. Há certos tipos de lideres que só pensam em suas conveniências. Não dão suas vidas por elas. As ovelhas são exploradas e roubadas.  E na hora do perigo, elas sofrem sozinhas, são devoradas e são levadas pelos lobos vorazes.
 E verdade que as escrituras nos falam que DEUS deu homens para serem pastores, mas é o vocacionado, aquele que tem chamada, é que está pronto a sofrer pelo rebanho, mesmo sem salário, mesmo sem ganho, está lá, dando assistência, visitando, orando e tem um sinal claro do seu vocacionado: se preocupa com cada ovelha de seu rebanho, e embora o numero delas sejam inumeráveis, ele sente a falta se alguma delas estiver ausente. A bíblia no entanto fala sobre um pastor que é sobre todos os pastores, está lá no salmo 23, Davi afirma que o Senhor é o Pastor. Jesus é o bom pastor por excelência.
 Ele nos assiste nas horas de aflições, nos ouve quando precisamos conversar, nos consola nas horas de adversidade, ilumina e nos guia nos momentos mais difíceis, nos fortalece quando estamos fracos, cura nossas feridas como por causa de algo, somos feridos.
 Sempre devemos nos lembrar desse supremo pastor, e esperar sempre nEle, pois ele é capaz de nos conduzir aos pastos verdejantes, guia nossa alma as águas tranqüilas, e faz com que nossa alma receba o refrigério maravilhoso. Esse pastor é tão maravilhoso, que mesmo no momento crucial em que a sombra da morte nos ameace, ele está ali, ao nosso lado, nos ajudando, nos assistindo e nos consolando.


CJJ

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quatro CDs evangélicos grátis

Maravilhosos CDs para baixar gratuitamente, musica sacra de excelente qualidade espiritual, vale a pena ouvir esses hinos preciosos. Disponiveis apenas em espanhol.





 Acesse o endereço abaixo e fala o download,  todos os quatro CDs estão disponiveis de graça
manifesto aqui a minha gratidão aos irmãos menonitas conservadores por disporem desses preciosos
CDs para download gratuito!


Percebendo Jesus em cada momento




Às vezes não percebemos a presença do Senhor, muitas vezes está muito perto, mas não nos damos conta disso. Jó descobriu isso.(veja Jó 9:11). E Jesus certa vez prometendo a vinda do consolador o Espírito Santo, afirmou que não ficaríamos órfãos. Jesus prometeu ficar conosco até a consumação dos séculos. Porem suas palavras tem muito sentido teológico e pouco sentido pratico em nossas vidas. Se perguntarmos se as pessoas crêem nisso ela responderão afirmativamente, mas poucos se dão conta das verdades sobre esse assunto. A maior parte dos cristãos ficam indiferentes com relação a presença do Senhor e muitas vezes são treinados a sentirem essa realidade nos limites do interior de um  templo nas horas do serviço litúrgico.
 Nesses tempos de grandes perturbações morais, precisamos nos voltar mais e mais para o Senhor, não estou fazendo apologia a uma espécie de monasticismo, apenas acentuando a verdade de que um relacionamento mais intimo é possível. Acreditamos que um de seus atributos maravilhosos é sua onipresença, mas muitas vezes, ou melhor a maior parte do nosso tempo, vivemos sem perceber ou pensar sobre esse assunto. Assim como as cores dão vida as flores, as luzes dão brilho as estrelas, assim a essência é a vida do perfume, e o sabor dá realce as frutas, como a doçura é o caráter do mel, assim a presença de Deus é o que dá vida e sentido para o cristão, precisamos ler o salmo 23 com novos olhos, com os olhos do nosso coração e acreditar piamente que o Senhor está conosco, para nos proteger, nos ajudar e nos consolar.
 Percebendo a importância desse fato, você pode ter uma conclusão não muito diferente do patriarca antigo “O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o teu ultimo crescerá sobremaneira” (Jó 8:7)

CJJ 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CELEIROS ESPIRITUAIS





Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus; (Cl 1:10)

Essa magnífica passagem trata de quatro assuntos importantes para o cristão: andar dignamente diante do SENHOR, agradar em tudo ao SENHOR, frutificando em toda a boa obra e por ultimo crescer no conhecimento do SENHOR.
 Porque a questão da frutificação está aqui no meio desse precioso versículo? Porque a frutificação das boas obras é essencial para se ter um andar digno diante de Deus, a frutificação nas boas obras é fundamental para se agradar a Deus, e a frutificação espiritual é crucial para se ter um conhecimento progressivo de Deus.
 A ênfase de Paulo é frutificar em toda a boa obra. Isso significa ação! Mas aqui está o segredo: é uma ação voltada aos interesses do próximo, e não de nós mesmos. É um projeto de vida fundamentado no projeto de Deus e não em nossos projetos. Nossos projetos na maioria das vezes são reflexos de nossas vaidades e de nossa visão distorcida da realidade(Tiago 4:13 e 14)
 O que Deus projetou não vai refletir somente no tempo presente, seu projeto tem repercussão eterna.
 Assim entendemos que a frutificação é um dos fundamentos básicos da vida espiritual autentica. Por isso segue o princpio: se há frutificação deve também ter celeiros. O que quero dizer com isso?
 Volte ao versículo e leia novamente, são quatro partes, andar dignamente, agradando a Deus, Crescendo no conhecimento. Todas essas experiências podem ser obtidas através do ato de frutificar em boas obras. Mas esse é um tema muito difícil de falar, porque os cristãos modernos são muito egoístas, todo o desenvolvimento cristão atual está quase que praticamente voltado para o materialismo e para a auto-satisfação.
 Eu faço um desafio, quero que você seja sincero: qual foi a ultima vez que você ouviu um sermão baseado no ensino que você precisa repartir teus bens com aqueles que nada tem?
 A ênfase hoje está no adquirir e não no repartir. Mas a essência do cristianismo não é isso. Veja você mesmo que o DEUS PAI TODO PODEROSO, ao dar seu FILHO, repartiu com a humanidade seu bem mais precioso: seu próprio FILHO. Mas a nossa ênfase é outra, ao invés dos celeiros espirituais estarem cheios de frutos espirituais, todo o cristianismo moderno, e em raríssimas exceções está ensinando os cristãos a labutarem para que os celeiros materiais sejam cheios, para satisfação da concupiscência, para provocar o avivamento do orgulho e impregnar pessoas de falsa piedade. Jesus advertiu sobre essa atitude perigosa em uma certa para parábola (Lucas 12)
 É verdade, embora seja bíblica a doutrina de que, quem tem deve repartir com os que não tem, ninguém toca nesse assunto. (I Timoteo 6: 17 a 21) se ensina muito sobre a prosperidade em nossos dias, só não explicam que a prosperidade pode ser apenas uma benção dada a um cristão, para que em seguida ele reparta a sua benção com aqueles que não tem nada. Não é isso que vimos hoje. Se ensina a busca do dinheiro, de modo avarento, a reter para as delicias pessoais. Enquanto que os missionários passam fome, enquanto que em muitas partes de nosso país cristãos passam por muitas necessidades. Eu conheço pessoalmente um missionário que ficava até quatro dias sem provar uma refeição, compartilhando o nada com a sua esposa, no campo missionário, enquanto muitos de seus irmãos, pregavam prosperidade. Isso é um disparate lógico e teológico. Eu não posso concordar que isso seja cristianismo. O cristianismo do primeiro século tinha tudo em comum, o cristianismo atual ao contrario tem tudo em incomum, um com os outros. Por isso o primeiro fruto que deve existir em nosso celeiro espiritual, é a virtude da sensibilidade.
 Embora a bíblia fale que a nossa vida nesse mundo seja como uma neblina que logo se dissipa(Tiago 4;14), que nada levamos desse mundo (I Timoteo 6:7) vivemos como se essas palavras não fossem verdadeiras. Desculpe-me pela ousadia, mas a maior parte dos cristãos atuais vem denunciando com suas próprias vidas, que não crêem na verdade das escrituras. Se cressem, não estariam vivendo agarrados a esse mundo, buscando seus prazeres e retendo grande parte dos bens terrenos.
 Talvez esse seja o tipo de mensagem que a maioria dos cristãos não tem interesse, mas não vou deixar de falar por causa disso. Quando Paulo fala de frutificação de boas obras, isso Poe fim a vida boa e descomprometida da maior parte dos cristãos modernos, que não simpatizam com sacrifícios pessoais. E frutificar em boas obras é abrir mão das comilanças de domingo para jejuar pelos outros, tirar o domingo para uma consagração e fazer visitas ou evangelizar. Sim, isso é uma brasa na consciência de muitos. Porque a muitas pessoas em situações difíceis, os hospitais estão abarrotados de enfermos, as penitenciarias estão cheias de delinqüentes, uma grande parcela de lugares nesse mundo ainda não foram alcançadas pelo evangelho, e tudo isso tem a ver com a nossa procrastinação. Estamos sonolentos, atordoados pelas vozes confusas dos desvios teológicos. E retemos nossos bens nos bancos, enquanto que muitos campos missionários são abandoados por falta de recursos financeiros, e damos “aleluia” E “Glória a Deus’ com a maior naturalidade, como se nada estivesse errado com o nosso cristianismo de fuga. Veja bem, querido irmão, que enquanto que uma grande parcela dos evangélicos atuais crêem no arrebatamento iminente, estão entesourando seus bens para o que eles acreditam ser o sistema do anticristo. Isso é ou não é uma contradição? Deixar uma herança para o mundo enquanto nossos missionários passam fome, e a igreja perseguida sofra as aflições do tempo presente, onde lideres nem sequer possuem um exemplar das escrituras, é uma contradição.
 Precisamos urgentemente rever nossos conceitos, vamos colocar a mão no arado, agir, evangelizar, visitar, gastar mais o nosso tempo com o próximo, viver mais em comunhão com Deus, investir mais no reino de Deus, desenvolver uma vida de ações voltadas para o interesse do evangelho. Precisamos encher nossos celeiros espirituais, porque é exatamente o que fizemos para Deus que nos acompanhará para a eternidade.
“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem.” (Ap 14:13)
 Os céus não estão interessados pela sua conta bancaria, mas estará contabilizado o quanto você deu aos pobres. Não estará registrado a marca do seu veiculo, mas quantas pessoas foram beneficiadas com uma carona.  É tempo perdido você querer ser evangélico sem viver e praticar o evangelho. Por isso de agora em diante, encha seus celeiros de boas obras, vá agir, fazer a sua parte. Não se sinta perdido na confusão, saia do meio da multidão do vale da indecisão. E faça a sua parte, quem faz a vontade de Deus não perde nem o tempo e nem a eternidade.

CLAVIO JUVENAL JACINTO



A PARABOLA DA CONCHA SOLITÁRIA





Em uma praia distante havia uma pequena concha abandonada na areia, quando chovia, a pequena concha solitária permitia que uma pequena parte das águas da chuva ficasse nela, então os pássaros vinham e tomavam da água. Um dia uma criança apareceu por ali, e descobriu aquela concha, e a tomou para si, e já fazia parte do seu acervo de brinquedos. Aquela criança mostrava a todos sua descoberta, era uma concha, uma simples concha que aos olhos daquela criança parecia um grande tesouro.
 As vezes não percebemos o grande poder da simplicidade e da humildade. Nos envolvemos nas armadilhas complexas de nosso ego, achamos que para ser alguém nesse mundo, temos que ter muito dinheiro, fama, aplausos, e muito mais. A natureza humana não Poe limites para a satisfação egoísta.
 Ouça o que eu digo: a simplicidade é o melhor caminho. O anonimato diante dos homens ainda é um caminho bem mais firme para se servir a Deus. A tendência dos outros idolatrarem pessoas é enorme. Basta uma pessoa ser um pouco abastada para ser tratado de modo diferente dos outros. A primeira parte do segundo capitulo de Tiago fala sobre isso. Basta ter um pouco mais de virtudes, dons e carisma para ter um conceito mais elevado. A benção de ser simples, e ser uma pessoa comum, cujo objetivo seja fazer com que Cristo seja glorificado na terra e ao mesmo tempo se tenha uma boa reputação diante de Deus. A concha solitária é uma lição que podemos aprender. Apesar de ser uma simples concha, e nada mais, as águas da chuva desciam, e ela fazia com que uma minúscula parcela da chuca ficasse retida no seu interior, então aquelas águas serviam para matar a sede do pássaros. Aos olhos de uma criança, o simples é um tesouro, e creio eu que essa é a visão de Deus. O Senhor ao enviar seu filho e o precursor de seu filho, revestiu-os de simplicidade, Jesus não tinha onde reclinar a sua cabeça, convivia com os pobres e entregou-se a vergonha de uma cruz. João Batista se vestia de forma simples e até mesmo rude. Todo o seu aparato teológico era nada mais do que uma chamada para o arrependimento.  Essa simplicidade me incomoda e me denuncia, até que meu coração seja condicionado a um equilíbrio com essa realidade. Assim como a criança viu na concha seu tesouro, seu achado importante, precisamos ver e entender o significado das coisas simples. É engraçado notarmos como os humanos crescidos ao presentearem seus filhos, compram brinquedos ultra-sofisticados, para logo em seguida verem suas crianças se divertindo com as coisas mais simples como tampinhas de garrafas e conchas solitárias.
 O veneno do orgulho destrói a simplicidade, envenena a humildade e cria monstros arrogantes, aqui não há exceção, isso ocorre no mundo e também na igreja, em todos os lugares. O orgulho é um tirano que se aloja no coração do homem não satisfeito com Deus e com um maneira simples de viver. E como é essa maneira simples de viver?
 Isso se perdeu no tempo! Jesus ordena que devamos buscar primeiro o reino de Deus, não nossos interesses, não nossos projetos, não nossos ideais, não nossos sonhos egoístas, não nossos prazeres, não nossas opiniões. Traçamos um plano de vida fundamentado naquilo que queremos ser e não naquilo que Deus quer que sejamos. Está na hora de rever nossos conceitos sobre a nossa vida e nossa existência. Olhar as coisas na perspectiva do plano de Deus. O legado que devemos deixar para a sociedade é que Jesus Cristo Vive e é o Senhor, levar as pessoas a amarem a Deus, e não a nós, levar as pessoas a desejarem a presença de Deus e não a nossa presença, guiar as pessoas a um encontro com o SENHOR, levar as pessoas a aplaudirem a ELE e não a nós. Ousamos viver a simplicidade de uma concha solitária. Deixar que Jesus olhe para nós e sinta o prazer de dizer aos anjos que alguém lá embaixo na terra é muito parecido com Ele.
Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Rm 8:29)
Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. (Fp 2:3)
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; (Cl 3:12)
Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. (1Pe 5:5)

CLAVIO JUVENAL JACINTO

ESTABILIDADE ESPIRITUAL DURANTE AS ADVERSIDADES.





Terra escuríssima, como a própria escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão (Jo 10:22)

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. (Sl 23:4)


 No texto de Jó encontramos a descrição de como é a sombra da morte que o salmista descreve no famoso Salmo 23. eu fico a imaginar a intensidade da aflição de uma alma piedosa ao passar por um momento descrito nos textos acima. Apesar de toda a força da descrição, existe uma estabilidade, porque a palavra de Deus afirma: o Senhor está presente e a sua vara e o seu cajado traz consolo.
 Eu vejo uma estabilidade espiritual na vida dos três amigos de Daniel, que foram ameaçados a serem jogados na fornalha ardente, se não se prostrassem diante da grande estatua construída pelo monarca Nabucodonosor. As ameaças do monarca babilônico não intimidaram os três jovens piedosos. Eles foram jogados na fornalha mas não cederam ao ato de idolatria..
 Eu conheci o avõ de minha esposa, durante uma seqüência de meses sofreu com prolemas sérios de saúde até a sua partida. Não havia sinais de impaciência e de desespero diante das circunstancias. Tinha notável estabilidade espiritual.
 Nosso mais brilhante testemunho cristão é dado nessas circunstancias. As pessoas vão notar nosso equilíbrio e nossa esperança. Muitos notarão a diferença nesse fato. A verdadeira luz brilha intensamente mais onde existe escuridão.
 Todo o cristão deve se lembrar das palavraa do bom mestre e salvador Jesus Cristo: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33)
 Jesus nunca afirmou que estaríamos isentos de adversidades nessa vida. Embora alguns tentem pregar um cristianismo que nos ausente de problemas e dores, isso não condiz com a realidade das escrituras, e muito menos com a realidade. A experiência de vida cristã do apostolo Paulo salienta essa realidade, ele afirmou: “Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte. “(Fp 3:10)
 O que pretendo ensinar aqui é que devemos estar preparados espiritualmente para os confrontos e as adversidades da vida. Queremos permenecer nesse mundo, mas permencer bastante tempo aqui é ter que enfrentar uma velhice com um corpo frágil e continuar lutando pela nossa vida e pela nossa fé. Um irmão, ainda a pouco tempo, comentou na igreja que precisava de oração, porque pelo fato de  servir a Deus com compromisso, tem sido vitimas de pedradas e confrontos. Essa é a realidade da vida cristã, e devemos estar sempre preparados para ter estabilidade na vida espiritual. Nós vimos o quanto Pedro estava desequilibrado nos momentos finais da missão de Cristo, quando ele estava se preparando e tudo estava caminhando para o Calvário, a consumação final da historia da redenção. Pedro nega Jesus, Pedro foge de Jesus, Pedro repreende Jesus. Pedro está fora da realidade.
 Não vimos isso em Estevão, mártir e santo. Ali diante de seus algozes, quando recebe as pedras da morte, ele está ciente, está lúcido, está equilibrado. Ele perdoa seus opositores, e olha para o céu. Entrega a sua vida ao Redentor e Salvador Jesus Cristo, essa é uma atitude de um homem espiritualmente equilibrado. Assim ser o modelo da nossa conduta. Estevão é um modelo de cristão equilibrado em tempo de adversidades.
 A fé cristã autentica leva nos a firmeza diante das afrontas e das adversidades: “De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais” (2Ts 1:4)
 Não é porque vivemos em um país livre, e não enfrentarmos oposições ferrenhas, que as coisas vão continuar assim. O mundo é inimigo de Cristo e seus seguidores, e essa paz que desfrutamos hoje não é a paz que o mundo dá, é a paz conseqüente da covardia dos cristãos modernos, que não denunciam pecados como a idolatria, divorcio, aborto, e outros pecados. Não há denuncias e forte oposição. O mundo não nos odeia, porque a conduta da maioria dos cristãos não é confronto ao mundo. O mundo não se sente insultado com o estilo de vida dos crentes modernos, muito pelo contrario, eles se sentem a vontade, porque parece que tudo está igual. Não existe uma linha divisória, baixaram o nível, e ainda querem baixar ainda mais, daí você encontra mundanos que lutam contra o aborto, denunciam os males da televisão, enquanto que os chamados crentes, estão favorecendo tudo isso.
 Nesse estilo de vida não há reação do mundo. Mas isso não será assim. Quando um dia próximo a fé de cada cristão for testada, for provada, veremos o que será dos que não querem padecer afrontas e perseguições por Cristo.
 Eu advirto, eu exorto eu aconselho, que o nosso ouro deve ser provado pelo fogo, e que o colírio divino abra os nossos olhos, para ver a condição do mundo atual, e o silencio dos que dizem ser cristãos.
 Basta denunciar os males dessa geração perversa e viver o evangelho autentico para ter confronto e adversidades, e devemos estar preparados para isso, pois o fim virá e não tardará. A diferença virá a tona, quando passarmos pela fornalha da adversidade.
 Há uma promessa que cada um de nós deve estar ciente: “Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.” (1Pe 4:13)
 V amos ficar firmes, e esperar inteiramente na graça de Deus, porque nossa leve e momentânea tribulação produzirá um eterno peso de glória, isso é : se não optarmos por um cristianismo de palha...

CJJ